Entrevista com Rui Nunes – Head of Business Iberia and LATAM da Markedu

Rui Nunes da Markedu

O regresso de Michael Leander a Portugal foi o mote para a entrevista com Rui Nunes, responsável da Markedu em Portugal. O seminário “The 50 Gratest Marketing Hits” realiza-se no próximo dia 18 de setembro e promete ser “uma festa do Marketing”

 

Quem se inscrever na conferencia que traz a Portugal Michael Leander, o que vai ver e certamente aprender?

Além de speaker (orador) internacional, o Michael Leander é um profissional de marketing experiente. É um consultor que lida diariamente com diferentes realidades no Marketing à escala internacional, adequando estratégias de acordo com cada mercado. E essa é a base que sustenta o seminário “The 50 Greatest Marketing Hits”, onde ele vai abordar os 50 Maiores Sucessos de Marketing que teve a oportunidade de comprovar ao longo da sua vida profissional, incluindo as ferramentas utilizadas.

Esta conferência vai ser um momento ainda mais especial, porque o Michael Leander vai celebrar o seu 50º aniversário connosco nesse dia, no país onde resolveu sediar a sua empresa. E ele nunca tinha compilado toda esta informação num único evento. Vai ser como uma festa do Marketing, com dicas que podem ser muito úteis para o desenvolvimento dos negócios. Vai ser imperdível.

Para quem não conhece, quem é Michael Leander?

Embora já seja uma presença assídua em Portugal, sobre temas ligados ao Marketing, para quem ainda não o conhece, o Michael Leander vive intensamente o marketing desde os 17 anos de idade. Construiu uma carreira empresarial de sucesso onde foi CMO e CEO em várias empresas de várias dimensões, tem viajado pelo mundo onde partilha as suas ideias e conhecimentos em mais de 40 países, dos cinco continentes. Além disso é jurado de prémios de Marketing Digital, Marketing Directo e de Fidelização em 15 Países.

Nunca como agora o Marketing, na sua globalidade, e especificamente o Marketing Digital, alimentaram tantas conferencias e eventos de partilha de experiências. Não se está a cair no risco de demasiada informação ou tendo em conta a voracidade da informação, este tipo de eventos são determinantes?

O feedback que temos recebido dos nossos eventos tem sido bastante diferente dessa compreensão, porque nos têm sido solicitados eventos específicos para abordar temas que normalmente só são transmitidos e debatidos fora de Portugal. E é por esse motivo que a nossa oferta incide em vários tipos de “training”, de educação, moldados às necessidades dos profissionais em Portugal. Dos INSPIRED Workshops, que têm tido uma adesão fantástica, aos webinars e às Masterclasses. Estas últimas têm a particularidade de serem ministradas por profissionais internacionais que vivem no seio do desenvolvimento desta especialidade, e eles vêm já com a intenção de nos actualizar. A busca de informação e conhecimento nunca foi e nunca será demais. O que pode existir é muito ruído e boas e más experiências. Nem tudo o que é oferecido ao mercado aporta qualidade e essa é uma preocupação que deve ser constante para quem procura o conhecimento.

No mercado desde 2008, como tem conseguido a Markedu atuar num mercado tão competitivo como este?

A Markedu existe a nível mundial desde 2008 e apesar de também ter realizado alguns eventos e partilha de conhecimentos em Portugal, actuou sempre numa perspetiva internacional. Mas foi em Maio deste ano que os seus fundadores optaram por criar a sua sede em Portugal, apostando fortemente numa posição local. Apesar da nossa empresa ter sido sempre internacional, a sua abordagem aos mercados foi e é sempre local. Por esse motivo é que os nossos workshops e masterclasses são completamente focados nas necessidades do mercado nacional. Um evento de formação cá, não é necessariamente replicável noutros países. A nossa oferta formativa para Portugal prende-se com as necessidades dos profissionais nacionais e do seu feedback sobre as mesmas. Quando assim é, não acreditamos que tenhamos concorrência directa, até porque não nos inserimos numa lógica de formação típica.

Qual o “core” da oferta da Markedu?

A oferta da Markedu é bastante simples mas poderosa em resultados: dar a conhecer as melhores práticas através de conceitos inovadores de partilha de conhecimento, a profissionais e estudantes de marketing, publicidade, comunicação e vendas. Procuramos compilar o máximo de informação, com os profissionais adequados, sobre o que melhor se faz nessas áreas para a disponibilizar em apenas um ou dois dias. E abordamos temas específicos com os quais os nossos estudantes se confrontam no seu dia-a-dia. Quem é orador dos nossos Workshops, Webinars, Seminários, Masterclasses e Conferências tem de ser obrigatoriamente um bom profissional que realmente trabalhe no tema que vem leccionar. Essa experiência reflecte-se na formação porque vamos além da teoria, temos de demonstrar na prática como funciona e esclarecer condignamente qualquer questão que possa ser levantada.

E como hoje em dia os profissionais têm agendas sobrecarregadas, evitamos formações exaustivas e demoradas. Apesar dessas formações regulares e extensas ao longo do tempo serem importantes, para uma actualização constante em determinadas matérias, é necessário ter acesso a conceitos inovadores e rápidos, à partilha de conhecimento, e acreditamos que estamos a conseguir ir ao encontro dessas necessidades.

Pelo que vimos, os Webinares são uma das grandes apostas da Markedu. Hoje em dia é já impossível fugir-lhes?

Creio que não se trata de uma situação de fugir ou não. O que é certo é que apostamos fortemente em Content Marketing no seu todo, como forma de nos posicionarmos no mercado. Apesar dos webinars nos trazerem mais audiência, que logo ali percebem se retiram mais valias num workshop sobre o mesmo tema, apostamos noutras formas de veicular informação. Fazemos entrevistas com profissionais nacionais que partilham os seus “insights” sobre o que nas suas experiências resulta melhor, publicamos artigos extensos que transmitem conhecimento de forma gratuita para quem nos segue. A Markedu quer ser uma referência, quer acrescentar valor, apoiar ao máximo os profissionais, os seus clientes, dentro do que lhe é possível. E acreditamos que vamos ter uma das bibliotecas de conteúdo mais valiosas sobre as áreas que ministramos, disponibilizada de forma gratuita e em Português.

Portanto, sim. Os Webinars fazem parte da nossa estratégia para chegar a uma audiência relevante, mas não nos restringimos a eles para transmitir conhecimento. A ideia primordial é partilhar conhecimento da forma que for mais cómoda para a nossa audiência. O grande benefício do Webinar é, por exemplo, poder estar na praia e em simultâneo presenciar a apresentação de um tema relevante através do smartphone ou de um tablet.

Em termos de oferta, que eventos destaca da Markedu para os próximos meses?

Além dos Webinars e Workshop de Email Marketing que vamos realizar em Agosto, contextualizando-o num conceito próprio de mês de Verão onde não esquecemos a caipirinha nem o almoço descontraído, destacamos o 50 Greatest Marketing Hits do Michael Leander, o Workshop de Facebook Marketing com a Judit Takacz e o Masterclass de Criatividade com Yonathan Dominitz em Setembro. Também vamos repetir a Mobile Masterclass com o Rob Thurner no final do ano, que teve tanto sucesso que pediram que voltasse para aprofundar o tema.

Em Novembro realçamos o CMO Iberia, um congresso que vai certamente ao encontro das necessidades dos profissionais de Marketing da Península Ibérica. Neste evento, vamos conhecer as semelhanças e diferenças que se apresentam às marcas num posicionamento ibérico. Queremos que os CMO’s Portugueses e Espanhóis possam partilhar as suas experiências em ambos os mercados e com isso ajudarem-se mutuamente. Dentro em breve iremos partilhar mais pormenores, mas o CMO Ibéria será certamente um evento de enorme importância para o marketing, dentro de um contexto da relação entre Portugal e Espanha.

Para terminar um desafio: em sua opinião quais serão as principais tendências ao nível do marketing/marketing digital num futuro próximo?

De forma geral, verifico que a grande tendência, e essa é comummente aceite por grandes profissionais de todo o mundo, é que o Marketing vai voltar a ser visto como um todo. Podemos tender a falar de Marketing Digital, Mobile Marketing, Marketing Directo, mas convenhamos que é tudo Marketing. Uma equipa encabeçada por um CMO tem de conseguir ver as estratégias de Marketing de forma conexa, onde cada especificidade deve ser nativamente adaptada a cada canal utilizado. Ou seja, o Marketing volta a ser focado no consumidor enquanto indivíduo que vive, respira, trabalha, ri, chora, viaja, sente… e tudo de forma transversal a qualquer canal.

Anteriormente, e devido às competências super específicas de cada canal, o que praticamente existia era uma estratégia para o digital, outra para a comunicação directa tradicional, outra ainda para o telemarketing e quantos mais canais houvessem, mais estratégias independentes seriam construídas, sem qualquer diálogo entre elas. Cada canal tinha essencialmente uma voz própria, mas o consumidor interage com a marca através de diversos canais. E se a comunicação for dirigida de forma separada, sem ser agregada e uníssona, gera confusão. Mas agora, os profissionais de marketing começaram finalmente a compreender que é necessário saber utilizar cada conceito e canais à disposição de forma integrada. O marketing deve ser trabalhado de forma agregada e não dispersa, como algumas marcas ainda o fazem.

Depois, há uma tendência cada vez maior para utilizar dados com a finalidade de entregar a mensagem certa, no momento certo e da forma certa para a audiência a que se pretende dirigir. Aí, entra a Data Intelligence e a forma como conseguimos conhecer melhor o nosso consumidor. Quanto melhor o conhecermos, mais facilmente podemos personalizar a mensagem e é ele que nos diz se ela é relevante. Assim sendo, creio que conceitos como Big Data, ferramentas específicas ao desenvolvimento da actividade do marketing e o know-how são determinantes para ter sucesso. Por exemplo, se soubermos que o João Almeida gosta de polos porque comprou vários e quando entra na nossa loja física temos beacons que detectam a presença do seu smartphone na app da marca, podemos despoletar um preço especial para o João. E esta é uma abordagem diferente daquela que será feita à Maria Eduarda que por sua vez tem outra experiência. Mas essa informação não tem necessariamente de ser apenas recebida e utilizada no digital. É transversal. A conjugação dos dados recebidos e analisados dos ambientes offline e online, determinam os passos seguintes.

Há muito mais tendências a surgir no futuro próximo e certamente que as iremos abordar com mais detalhe no nosso blog e em especial na nossa newsletter, por onde partilhamos a maior parte dos conhecimentos que temos para oferecer.