Blendle, o quiosque de conteúdos digitais

Blendle

São muitas as expectativas à roda do Blendle, no entanto, para muitos, pode bem ser o salvador da imprensa escrita. Este quiosque on-line, que permite que os utilizadores paguem exclusivamente pelos artigos que desejam ler (cada conteúdo custa cerca de 30 cêntimos de dólar), tem ganho grande notoriedade nos últimos dois anos na Holanda, tendo decidido expandir-se para a Alemanha.

Quanto a objetivos, a estratégia parece ser clara. Colocar o melhor jornalismo mundial ao alcance de todos, segundo Marten Blankensteijn, fundador da startup holandesa.

O Blendle, que é visto como a solução que resolve os problemas da imprensa escrita na internet, já tem mais de 400 mil utilizadores registados na Holanda. Mas mais interessante é o perfil dos leitores. Dois terços desses utilizadores têm menos de 35 anos e para a maioria, o Blendle é a sua primeira experiência em pagar para ter acesso a conteúdos na internet.

Apesar do sucesso crescente, Blankensteijn, criador da plataforma, tem consciência dos muitos desafios que ainda tem pela frente. “Continuamos a ser uma pequena startup, que está a tentar conseguir o que as grandes editoras ainda não alcançaram: convencer os jovens de que vale a pena pagar para jornalismo de qualidade”, afirma.

Na sua internacionalização para a Alemanha estão já garantidos os conteúdos dos principais editores germânicos. “Temos todos os artigos do Der Spiegel, Süddeutsche Zeitung, Die Welt, Bild am Sonntag, Frankfurter Allgemeine Zeitung e muitos outros jornais”, diz Blankensteijn.

Atualmente o Blendle, que tem em sua lista de investidores a The New York Times Company e Axel Springer, tem 60 funcionários, dos quais 15 são jornalistas.