Frederico Carpinteiro (co-fundador) e Mario Espinoza (co-fundador) – AdaptTech

Frederico e Mário da Adapttech

http://www.adapttech.pt

 

Num mundo em que cada vez mais pessoas vivem com limitações físicas, devido ao aumento da esperança média de vida, é cada vez mais importante encontrar soluções para melhorar a sua qualidade de vida. Com esse propósito, criámos a AdaptTech – Adaptation Tecnologies, uma empresa biomédica que usa tecnologias inovadoras, inteligentes e vestíveis para melhorar a qualidade de vida de pessoas com limitações físicas.

 

Identificámos assim o primeiro problema a resolver: a falta de adaptação entre o membro residual (coto) e o encaixe da prótese. Afinal, existem cerca de 27 milhões de amputados do membro inferior em todo o mundo que sofrem de algum tipo de desconforto. Um desconforto causado principalmente pelo método de tentativa-erro, e pela falta de uma análise dinâmica significativa quando se faz e/ou adapta o encaixe da prótese.

 

Procurámos, por isso, aliar a análise estática à dinâmica, recorrendo a métodos de visão 3D e a tecnologia vestível: com um scanner laser e uma interface sensorizada, a nossa solução permite identificar e localizar os problemas (podendo prever problemas antes que estes sejam detetados pelo técnico protésico ou pelo amputado), sugerir modificações e maximizar a adaptação.

 

Ao trazer este produto para o mercado, pretendemos reduzir o número de adaptações nos primeiros anos em 40% e o tempo gasto com cada processo de adaptação em 60%, uma vez que permite aos técnicos protésicos realizar o seu trabalho com melhores resultados e mais rápido.

 

Analisando esta realidade de uma forma global, os Estados Unidos da América são um mercado incontornável para o primeiro produto da AdaptTech, já que é um dos países que mais sofre com este problema: com 185 mil novos amputados todos os anos. Foi a pensar na futura internacionalização para o mercado norte-americano que nos candidatámos à edição de 2015 do programa inRes, e fomos selecionados.

 

Esta iniciativa, do Programa CMU Portugal, tem sido uma excelente experiência, que através da participação em workshops e do contacto com experts de diferentes áreas nos tem permitido crescer enquanto empreendedores, desenvolvendo e estruturando o negócio. No final deste mês iremos viajar para Pittsburgh, Pensilvânia, onde estaremos durante quase dois meses, e onde vamos ter o apoio da Carnegie Mellon University (CMU). Nos Estados Unidos estaremos inseridos no Project Olympus para continuar a receber formação e a desenvolver contactos que contribuam para o crescimento do projeto.

 

Através desta oportunidade, queremos validar o modelo de negócio da empresa, aprofundar o conhecimento sobre o mercado norte-americano, e obter apoio de empreendedores que já passaram pelo processo de criação de uma empresa e lançamento de um produto na área médica, onde a AdaptTech está inserida. Esta oportunidade surgiu na altura ideal, uma vez que nos permitirá recolher a validação do mercado e de entidades de referência na área, que serão fundamentais para fazer crescer a empresa.

 

A AdaptTech encontra-se neste momento incubada no UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto e é constituída por três elementos: dois atuais alunos (Doutoramento em Engenharia Biomédica e Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica) e um ex-aluno (atualmente Engenheiro Biomédico) da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).