Investimento publicitário mantém crescimento

Investimento publicitário cresce

O mercado publicitário mundial está, definitivamente, a recuperar o otimismo perdido nos últimos anos. Os gastos com publicidade deverão continuar a crescer, no entanto de forma mais lenta do que o esperado. Durante 2015, os gastos com publicidade, a nível global, deverão atingir os 569.650 milhões de dólares, um valor inferior ao inicialmente estimado pela eMarketer que previu, em março, um investimento total de 577.790 milhões de dólares. A prejudicar os dados está o menor investimento na América Latina, América do Norte e Europa Oriental.

Segundo o relatório agora revelado, os gastos em meios pagos vai aumentar 5,7% este ano, impulsionado pelo aumento do investimento em publicidade digital. Os avanços tecnológicos estão a alterar os padrões de consumo dos utilizadores, o que está a alimentar o aumento do orçamento de publicidade e as perspectivas para os anunciantes. Os gastos em meios digitais mundiais vão crescer 18% em 2015 para chegar a 170,170 milhões de dólares, valor que representa 29,9% do mercado. Isso demonstra a força com que a publicidade digital está a debilitar os meios de comunicação mais tradicionais, como a televisão e rádio.

Apesar das previsões mais conservadoras para 2015, o que é certo é que o otimismo para os próximos anos reina. Lentamente, e até 2019, os anunciantes vão recuperar a confiança perdida, perspetivando-se o regresso à estabilidade para os principais mercados. Em todo o mundo, o investimento em publicidade irá atingir 719. 200 milhões de dólares até ao final de 2019.

No entanto, a taxa de crescimento não é constante, variando em função das regiões. Na Europa Oriental, o crescimento da publicidade irá diminuir, enquanto o investimento na América Latina aumentará de forma mais rápida, motivada por vários fatores, incluindo a recuperação económica e maior nível de maturidade dos meios digitais.

Shelleen Shum, analista da eMarketer, afirma que “o investimento em publicidade nos meios de comunicação tradicionais, como televisão, jornais e revistas foi afectado negativamente pelo aumento dos gastos com produtos digitais, tais como revistas, jornais e formatos de vídeo digital online, que estão, a pouco e pouco, a substituira televisão tradicional”.