A visibilidade da publicidade segundo o Facebook

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O Facebook está disposto a demonstrar que a regra de três segundos na publicidade não oferece qualquer garantia no que à visibilidade diz respeito. Enquanto muitos marketeers querem que os seus anúncios sejam vistos por um determinado período de tempo, o gigante social, já tem sua própria fórmula para determinar o que constitui uma impressão válida.

Na origem desta questão está na velocidade com que os utilizadores se movimentam entre os sites durante a navegação nos seus smartphones e o tempo que se detêm para ver cada anúncio. Graham Mudd, diretor de marketing e publicidade do Facebook indicou que muitos utilizadores, especialmente os mais jovens, são capazes de ver anúncios mesmo num período inferior a três segundos.

A velocidade do movimento é uma parte fundamental da mensagem que o Facebook lançou marcas durante a celebração da Advertising Week em Nova York. A rede social lançou uma nova forma dos anunciantes desenvolverem campanhas no sentido de construir maior consciência de marca para os utilizadores que passam mais tempo a assistir a um anúncio do que a média.

Durante o seu discurso, Mudd falou em algumas ideias chaves para que os anunciantes deixem de estar tão preocupados com o número de segundos que os utilizadores param para ver a sua publicidade.

Basicamente o que as empresas vêem é o tempo que as pessoas estão a utilizar para ver anúncios, mas se nos detivermos no tempo que levam para se movimentar na sua navegação, tudo acaba por ser é relativo. Se nos movemos muito lentamente, permanecemos mais tempo à frente de um anúncio e consumimos de forma mais lenta o conteúdo e vice-versa.

Para os utilizadores que geralmente se movem rapidamente para parar mais tempo do que o normal num anúncio, significa que a publicidade despertou o seu interesse. “As pessoas têm formas muito diferentes e individualizadas de consumir informação, mas os Millennials consumem conteúdo até duas vezes e meia mais rápida do que as pessoas de 60 anos”, declarou.

“Estamos diante de uma geração que cresceu com dispositivos móveis e passa muito do seu tempo usando-os, porque sabem que assim se desenvolvem de forma mais rápida”, disse Mudd. A chave é que tudo é relativo quando se trata de capturar a atenção do utilizador. O facto do conteúdo ser consumido mais rápido não significa que não tem atraído o interesse. Simplesmente depende de vários fatores, muitas vezes além do nosso alcance.