“Oh Não! Outra opinião sobre as eleições”

Marta Gonçalves

ARTIGO DE OPINIÃO COM: MARTA GONÇALVES Managing Partner Say U Consulting

 

A derrota de António Costa nas eleições, num cenário que ninguém se arriscava a vaticinar, fez-me refletir sobre algo que me é caro: fidelidade, confiança e compromisso.

Um dos segredos para a sobrevivência de qualquer negócio ou, neste caso, partido é a capacidade de atrair Clientes. Em número cada vez maior. Por isso, é natural que o seu principal foco seja tornar o seu produto ou serviço apetecível aos olhos dos públicos.

Contudo, deve questionar-se: Serão os meus Clientes fiéis à minha marca? Estará a abordagem da minha empresa a reter quem compra pela primeira vez? O que dirão os meus Clientes sobre o meu produto?

De facto, no mundo dos negócios, importa não só ter mais Clientes, mas acima de tudo ter os melhores Clientes. E esses, não serão, necessariamente, aqueles que mais compram. Os melhores Clientes são aqueles que se mantêm fieis à marca e não a trocam por uma da concorrência.

Se estivéssemos só a falar de marcas, o caminho seria olhar para os clientes que já tem, para identificar aqueles que são verdadeiramente fiéis, sem pôr de parte, claro, a angariação de novos. Assim, sugeria-lhe que comunicasse numa base regular, demonstrando de forma clara a importância da opinião, uma vez que, a sensação de que são Clientes especiais dá-lhes um tónico decisivo para continuar a comprar cada vez mais e a recomendar – o mais importante desta equação.

Dir-lhe-ia para se preocupar em perceber sempre aquilo que os seus Clientes esperam de si; mesmo que não o consiga cumprir, é a forma como comunica com cada um deles que fará a diferença. Esteja disposto a ir mais além e a ser digno de confiança – terá por isso a devida recompensa. Acima de tudo, assuma compromissos que sejam adequados à história que optou por contar.

Acredito que se o Dr. António Costa lesse o meu artigo talvez percebesse porque lhe fugiu o eleitorado e porque hoje toda a minha timeline no Facebook se demarca dos resultados alcançados nas eleições, almejando uma vitória ilusória que apenas um grande poder, que tem emergido ao logo dos últimos anos, conseguiu: o abstencionismo.