Publicidade nativa: entusiasmo mais moderado

Publicidade nativa perde fulgor

A publicidade nativa poderá estar a perder algum interesse junto dos anunciantes e agências. De acordo com um estudo recente da consultora Advertiser Perceptions Inc., tanto anunciantes como agências moderaram o seu entusiasmo para com a publicidade nativa, ainda que as últimas se mostrem mais otimistas do que os primeiros na sua abordagem a esta fórmula de publicidade. Cerca de 49% dos anunciantes indicou que aumentará o orçamento dedicado à publicidade nativa durante os próximos doze meses, enquanto outros 49% irá mantê-los inalterados e os restantes 2% afirmaram que os irão diminuir.

Já as agências mostraram-se mais adeptas da publicidade nativa. 57% afirmaram que iriam reforçar os orçamentos ao longo do próximo ano, 42% iriam manter e apenas 1% irá reduzi-los.

O que é certo é que tanto anunciantes como agências não estão tão animadas como antes em relação à publicidade nativa, uma forma de publicidade que pode estar a atingir o ponto de saturação. Certo é que a publicidade nativa já responde por 22% dos gastos publicitários digitais de anunciantes e agências , ultrapassando os 18% registados em 2014.

Dado revelador deste estudo é também o facto da publicidade nativa e a publicidade programática estarem cada vez mais juntas. É que 26% dos anunciantes e agências de publicidade já compram a publicidade nativa de forma programática, percentagem que aumentará para 34% em 2016.

Sem surpresa, esta união atrai mais agências de publicidade do que anunciantes. 50% das agências compra publicidade nativa de forma programática, uma proporção que cai para 34% dos anunciantes.

Por fim, o estudo revela inda que o foco, ao nível da publicidade nativa, está nas redes sociais, sendo estas a preferidas de agências e anunciantes. 70% da publicidade nativa faz-se em redes sociais. Em 2016 deverá atingir os 73%.