Será o Employer Branding criativo, inovador e, porque não, sexy?

Marta Gonçalves

ARTIGO DE OPINIÃO COM: MARTA GONÇALVES Managing Partner Say U Consulting

 

Desafiada para pensar sobre Recursos Humanos, no âmbito do lançamento do movimento Pessoas@2020, que teve lugar no Auditório Azure da Microsoft (Parque das Nações), no final do mês de Outubro, optei por esquecer o meu papel de gestora de pessoas e a importância que as nossas pessoas têm no sucesso com que gerimos a Reputação de clientes e marcas.

Adepta incondicional da resposta a problemas de Reputação com estratégias de Employer Branding – uma metodologia que privilegia os colaboradores como meio fundamental para tornar a empresa top of mind, sei bem o valor das pessoas e como o seu papel de embaixadoras das organizações no exterior, as transforma em importantes líderes de opinião.

Uma estratégia de Employer Branding consistente não é mais do que uma abordagem proativa para desenvolver equipas melhor geridas, mais comprometidas e altamente eficientes. As empresas consideradas como bem-sucedidas têm vindo a desenvolver o capital humano que compreende a missão, metas, valores, processos e procedimentos da organização. Este entendimento é comunicado via métodos formais e recíprocos de comunicação interna que suportam as estratégias operacionais da empresa, com uma mensagem consistente com a que é divulgada externamente. Se a comunicação for fluída nos dois sentidos, então teremos a chave para o sucesso da estratégia de Employer Branding.

Se optar por trabalhar a reputação por via do Employer pode apostar no seguinte triângulo relacional: Colaboradores Felizes (e Produtivos): quando a sua organização cria um ambiente no qual os colaboradores sentem a sua contribuição e o seu esforço reconhecidos, tornam-se mais comprometidos com trabalho a desenvolver; Brand Advocates: Quando as pessoas gostam do seu trabalho, tendem mais facilmente defender a organização; Uma operação saudável: Sucessivas pesquisas demonstraram uma ligação entre a marca de recrutamento de uma marca e a sua performance financeira.

A ideia para o título deste meu artigo “roubei-a” de forma descarada ao coordenador do Pessoas@2020, Manuel Sousa Antunes, que tem a pretensão de tornar a cinquentenária APG – Associação Portuguesa de Gestores das Pessoas numa “associação criativa, inovadora e, porque não, sexy”. Para tal, irá liderar uma candidatura à presidência desta associação, que terá eleições em março do próximo ano.

Pelo parte que toca, seja por via das nossas pessoas, ou pela das pessoas dos nossos clientes, é nas pessoas que está um ativo importante do sucesso de marcas e empresas. A gestão deste ativo é matéria que deve ser tratada de acordo com o poder que ele assume. Talvez este meu texto ajude a olhar para a comunicação interna de forma tão apelativa como a externa.