César Duarte (CTO) SCRAIM e Pedro Castro Henriques (CEO)

Pedro Castro Henriques (CEO) e César Duarte (CTO) SCRAIM

https://www.scraim.com

Vivemos num mundo global onde a gestão de projetos e de pessoas é um desafio constante para as organizações. A multiplicidade de tarefas inerentes ao desenvolvimento de um projeto e a distância geográfica das pessoas que o integram geram problemas nas empresas que as leva à procura de soluções, normalmente reinventando a roda.

 

Após largos anos a ajudar a resolver estes problemas em dezenas de empresas, desde startups e PMEs a reconhecidas multinacionais, apercebemo-nos o quão importante seria criarmos uma solução que permitisse uma maior agilidade e fiabilidade no cumprimento dos objetivos de um projeto, garantindo o seguimento de boas práticas internacionais. Foi assim que nasceu o Scraim.

 

Aliando o melhor do mundo da gestão de projetos com o da gestão de processos, o Scraim permite centralizar num serviço online, acessível a qualquer momento e em qualquer lugar através da web ou mobile app, toda a informação dos projetos e processos de uma organização. É um sistema flexível e adaptável às necessidades mais específicas das organizações, quer em termos de dimensão quer de área de negócio.

O Scraim foi desenvolvido com base nas melhores práticas internacionais de desenvolvimento, engenharia e qualidade do software, com o objetivo de permitir aos gestores de sectores da área das telecomunicações, banca, saúde e tecnologias de informação e comunicação melhorarem o cumprimento dos prazos, de orçamento e da qualidade dos seus projetos.

 

São várias as metodologias a que fomos buscar as melhores práticas internacionais de engenharia e gestão para incluir na ferramenta (Scrum, CMMI, ITMark, TSP/PSP, Six Sigma), mas o maior valor acrescentado passa pela disponibilização de processos de desenvolvimento chave na mão que permitem aos nossos utilizadores começar, desde o primeiro minuto, a retirar valor ao usarem a ferramenta.

 

Ao criar um novo projeto, os nossos utilizadores poderão escolher um processo de desenvolvimento que seja ideal para o projeto que vai ser iniciado, ao fazê-lo o Scraim consegue adaptar-se ao processo escolhido, às fases e tarefas que normalmente existem nesse tipo de projetos.

 

Reconhecemos que já existem ferramentas que desempenham bem cada uma das funções anteriores (gestão de projetos e gestão de processos), no entanto poucas são as que juntam as melhores práticas das duas áreas em prol da engenharia de software. É neste nicho que nos inserimos e onde nos queremos destacar.

 

A pensar na internacionalização, submetemos uma candidatura e fomos selecionados para a edição de 2015 do inRes, uma iniciativa do Programa CMU Portugal que nos está a permitir participar em workshops liderados por experts internacionais com um conhecimento aprofundado das boas práticas mundiais nas áreas de gestão, inovação e empreendedorismo. Em setembro, vamos para Pittsburgh e para a Carnegie Mellon University (CMU), nos Estados Unidos, onde teremos um programa de formação, de participação em eventos e em múltiplas reuniões que nos permitirá conhecer melhor a realidade americana e melhorar o Scraim. Esta oportunidade veio na altura certa, pois estamos a fazer uma grande aposta na nossa internacionalização. Os Estados Unidos são o nosso mercado-alvo principal devido à sua dimensão e ao número de empresas certificadas e a desejarem se certificar naquele país. Iremos estar expostos a um ambiente que nos fará mais fortes e mais focados na evolução do Scraim com o grande objetivo de o tornar um serviço global.

 

Desenvolvido em Portugal por uma equipa 100% portuguesa, o Scraim é uma spin-off da empresa Strongstep. É fruto de um projeto de I&D que contou com a parceria da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), Multicert e Strongstep, sob o lema: Design by gurus, implemented by specialists and validated by the industry. A Strongstep trouxe o conhecimento sobre os processos, boas práticas de desenvolvimento de software, e a própria gestão do projeto de consórcio no valor de meio milhão de euros. A FEUP foi responsável pelo desenho e implementação de parte do protótipo da solução com a aplicação do seu conhecimento técnico-científico. Quanto à Multicert, trouxe a sua expertise de segurança para o projeto e foi a empresa da indústria onde foram realizados os pilotos do projeto para validar a solução.