O Futuro do Trabalho e das Empresas – Os drivers da mudança

Luís Rasquilha

ARTIGO DE OPINIÃO COM: LUÍS RASQUILHA –  CEO INOVA CONSULTING E INOVA BUSINESS SCHOOL

 

É um tema recorrente questionarmos o futuro das empresas onde atuamos: qual sua relevância, existência, perenidade, etc. Olhamos as maiores empresas há 3 ou 4 décadas atrás e comparamos com os dias de hoje e constatamos que quem hoje domina os mercados talvez nem sequer existisse há 1 ou 2 décadas. Uber, Netflix, Whats App, Instagram, Facebook ou Airbnb (e Google, Apple, etc.) são apenas exemplos visíveis e mediáticos das transformações que o mundo empresarial enfrenta regularmente.

A PWC fez em 2014 um interessante estudo sobre o perfil dominante das empresas no futuro (encontra o Report completo aqui http://www.pwc.com/gx/en/issues/talent/future-of-work/journey-to-2022.html); a BCG publicou vários papers sobre como devemos analisar o futuro empresarial; várias empresas de consultoria têm dedicado tempo a olhar para este tema (nós inclusivamente).

Lynda Gratton, autora de A Mudança: o Futuro do Trabalho Já́ Chegou, sistematizou em 5 grandes drivers (mudanças) aquilo que as empresas precisam considerar em seus futuros se quiserem sobreviver.

A Força Tecnológica vem em primeiro e parece ter sido a lógica mais acertada, uma vez que esta é encarada como um dos principais alicerces do Mundo atual, bem como do mundo que virá. Ainda que nem todas as pessoas tenham acesso à tecnologia, o número de pessoas ligadas virtualmente tem crescido significativamente desde há poucos anos. Estima-se que, em 2025, 5 mil milhões de pessoas estejam ligadas, uma vez que se está a criar uma consciencialização e familiarização globais com a Internet. Muito em breve, todos nós estaremos interligados e comunicaremos via Internet, partilhando todo o tipo de informações, com grande relevo no que respeita às empresas, que trabalharão quase a 100 por cento via mundo virtual. Locais como salas de reuniões ou empresas físicas poderão mesmo deixar de existir.

A segunda forca é a da Globalização. Esta forca é a mais poderosa e a mais abrangente de todas, pois de certo modo, compreende todas as outras. É devido à globalização que tudo o resto acontece: que a tecnologia evolui, se expande e chega a mais pessoas; que os parâmetros e as necessidades da sociedade se alteram e, o mundo avança.

A terceira forca é a da Demografia e Longevidade. Esta forca “está relacionada com quem está tendo bebês e com o tempo que esses bebês vão viver. Está relacionada com o numero de pessoas que trabalham e durante quanto tempo. Está relacionada com as quatro gerações e como vão amar-se e possivelmente, odiar-se umas às outras”.

A quarta força é a Força da Sociedade e como é que a sua estrutura pode ser fortemente alterada. Embora a nossa essência e os nossos valores enquanto seres humanos se mantenham inalterados, os meios que usamos para atingirmos determinados fins modificaram- se. Os indígenas das tribos continuam a pescar como antigamente, mas atualmente usam um telenovela para comunicar com as mulheres que ficam nas habitações. Como este, existem muitos outros exemplos que ilustram esta continuidade de padrões e valores, aos quais se adicionou um pouco de tecnologia.

A última das forcas é a dos Recursos Energéticos. A luta dos governos a fim de proteger e até monopolizar as energias vai, por um lado, provocar escassez de recursos e, por outro, reforçar a premissa e a consciência da preservação e bom uso das energias, que deverá resultar numa divisão justa dos recursos por toda a população mundial.

Os mais críticos poderão até pensar: nada de novo. De fato pouca novidade há nestes estudos e nestas publicações (pelo menos para mim). Mas ficam duas perguntas para reflexão:

1. Se todos sabem isso porque poucos se preocupam com esta realidade para o futuro?

2. O que a sua empresa está a fazer para se antecipar e a aproveitar o que de bom estes insights trazem? (acredito que pouco ou nada não é?)

Em futuros artigos aprofundarei o que a PWC apresentou como resultados do seu estudo sobre o futuro do trabalho e das empresas.

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