Editores apostam em novas estratégias

Publicidade impressa vs digital

Foram muitas as mudanças que a era digital trouxe, com as quais os editores tiveram de lidar. Primeiro foi o tráfego de busca que levou a que os editores a alterarem a sua abordagem, depois as redes sociais e, agora, as aplicações.

E esta foi uma realidade abordada e comentada por alguns dos principais editores mundiais, que se juntaram mas conferências Leader Innovation, que decorreram na semana passada. O The Guardian é um dos exemplos, depois de anos a tentar a adaptar o seu negócio ao mobile, chegou a vez de se concentrar nas aplicações, como afirmou Tom Grinsted, executivo da área mobile.

Uma mudança que tem como objetivo responder à mudança e forma de consumo de conteúdos nos últimos meses, impulsionadas pelo surgimento de produtos, tais como o Facebook Instant Articles (ferramenta já utilizada pelo Jornal de Notícias em Portugal) e o Google Accelerated Mobile Pages, com muitas vantagens para os editores.

Tanto a estratégia do Facebook como do Google passa por cativar os editores, por exemplo, com condições favoráveis na venda de anúncios, no entanto, e sendo certo que os seus produtos envolvam mais leitores, a verdade é que fazem com que estes não visitem os seus lugares de origem.

“Se realmente queremos e nos preocupamos em ser donos do relacionamento com o leitor e oferecer a melhor experiência, o lugar certo é fazê-lo dentro da aplicação”, afirmou aquele responsável, argumentando que menos de 25% o tempo é gasto pelos utilizadores num browser mobile. Grinsted acredita que as aplicações tornará os editores menos dependentes do tráfego de fora da plataforma.

Já Chris Duncam, diretor de marketing da News UK, acredita que a chave para o crescimento está na edição e na escolha dos conteúdos. “O ponto é que num momento em que os meios de comunicação estão mais democratizadas que nunca, a edição e o cuidado com o conteúdo é uma uma forma de construir valor para ganhar leitores.” A aplicação do Times é o modelo a seguir, revelou.