Lugares da Memória no JN

Agora aos domingos há um novo colecionável do Jornal de Notícias:  a Coleção Lugares de Memória. São 12 lâminas com registos fotográficos das principais cidades do Norte de Portugal: Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Guimarães, Bragança, Viseu e Aveiro.

Estas imagens foram selecionadas por Joel Cleto, arqueólogo, historiador e divulgador do património, garantindo uma coleção que proporcionará ao leitor uma viagem através do tempo. Pretende despertar o sentimento de pertença e de orgulho por aquilo que é dos habitantes. De um Portugal inteiro, que se interessa pelo património nacional.

Até 1 de abril, às sextas e sábados, será oferecida uma lâmina encartada no Jornal de Notícias. No domingo, dia 21 de fevereiro, foi oferecida ainda a pasta arquivadora, uma monofolha em papel translúcido, com texto introdutório da coleção escrito por Joel Cleto e a primeira lâmina referente à cidade do Porto.

Para além disso, a coleção será enriquecida com uma componente editorial e todas as semanas nos dias de oferta das lâminas, teremos páginas editoriais no Jornal de Notícias, escritas por Joel Cleto.

Leia aqui o texto introdutório da primeira entrega:

“A Memória é um sítio reconfortante. Repleto de afetos, de lembranças e de identidade. É um mundo no qual, escrevia no final do século IV Santo Agostinho, confiamos as recordações, certos ou desejosos de “que o esquecimento ainda não (as) absorveu nem sepultou”. A Memória individual, tal como a de uma comunidade, é feita igualmente de lugares. Daqueles que nos habituamos a cruzar e a vivenciar desde sempre. Lugares do Porto, de Braga, Viana ou Guimarães. Mas que podem ser também de Vila Real, Bragança, Viseu e Aveiro. Lugares que, de tão nossos, desejaríamos permanentemente imutáveis. Mas eles, os lugares, tal como as pessoas, têm a sua História e vão-se transformando. É a velha árvore que desaparece, o novo edifício que emerge, o arruamento transformado, as pessoas que já não vestem do mesmo modo e se deslocam agora em veículos totalmente diferentes, os sinais de trânsito que tomam o espaço que já foi de cruzeiros ou de pequenas bancas do comércio que era de rua e agora está nas lojas e estabelecimentos envidraçados que ocupam os pisos térreos que outrora foram de residências. Sim. Os lugares modificam-se. E estão aí as velhas imagens para o provar. Mas a sua e nossa memória persistem. A memória dos lugares. E os LUGARES DE MEMÓRIA.”

Joel Cleto
Arqueólogo, Historiador, Divulgador do Património