Criadora do “American Idol” pede proteção de credores

O grupo Core Media, criador dos programas “American Idol” e “So You Think You Can Dance”, pediu proteção de credores de acordo com um processo entregue no tribunal de Nova Iorque, nos Estados Unidos. A produtora tem uma dívida de 398 milhões de dólares (351,9 milhões de euros), segundo os documento do Chapter 11, equiparado em Portugal ao processo especial de revitalização (PER).

“Apesar de uma longa história de sucesso, a empresa tem sentido uma deterioração no desempenho financeiro, atribuído principalmente à quebra de audiências do American Idol e da correspondente descida das receitas dos direitos de transmissão dos conteúdos” relacionados com o programa de talentos musical, refere o documento citado pelo portal especializado Hollywood Reporter.

A produtora diz que a atual estrutura de capital é “insustentável” tendo em conta a necessidade de substituir o “American Idol” e mesmo com as receitas do “So You Think You Can Dance” (“Achas Que Sabes Dançar”, em Portugal).

A entrega do processo de Chapter 11 ocorre poucas semanas depois da exibição da última temporada do “American Idol”.

A Core Media tem apenas ativos avaliados em 73 milhões de dólares e 10 milhões de dólares em tesouraria. Simon Fuller, o criador do “American Idol” (“Ídolos, em Portugal) é o maior credor sem garantias e tem a receber 3,37 milhões de dólares. Marc Graboff, antigo responsável pela empresa, e a Sony Pictures são o segundo e terceiro maiores credores, respetivamente.

A produtora norte-americana, desde 2014 detida, em parceria, pela 21st Century Fox e o fundo de investimento Apollo, dono da Tranquilidade, foi fundada para gerir a propriedade intelectual de Elvis Presley e Muhammad Ali.