Mobile como Point of Sale?

Cada vez mais marcas estão presentes nos social media, mas o passo seguinte parece ser estar disponível de forma permanente nas aplicações de instant messaging. Exemplo disso é a Net-a-Porter, marca de moda de luxo sediada no Reino Unido, que tem como nova ferramenta de vendas o WhatsApp. Talvez não como ferramenta direta de vendas, mas como método de fidelização dos clientes numa plataforma que se tornou indiscutivelmente importante na captação de interesse dos consumidores.

A marca não está sozinha, atenção: outros nomes sonantes, como Diesel ou Dior têm levado a cabo experiências neste campo.

Mas o que distingue a Net-a-Porter é o facto de muitas das suas maiores transacções resultarem de conversas na aplicação WhatsApp, que depois se convertem em vendas. A lógica por detrás desta surpreendente estratégia é bastante simples. Se as marcas conseguirem estabelecer o mesmo tipo de relação que um vendedor levaria a cabo no ponto de vendas físico, mas desta feita num ambiente onde os consumidores passam mais tempo, torna-se inevitável que as vendas se materializem. Mais curioso ainda, é observar que a marca concentrou os seus esforços num mercado que não o norte-americano, que seria uma escolha típica. Pelo contrário, observou qual o mercado com maior share de utilizadores do WhatsApp, e a escolha recaiu assim no mercado Ásia/Pacífico, tendo já alcançado um aumento de faturação de 27%.