Humor e alta-costura misturam-se numa campanha publicitária que coloca em perspectiva o valor sentimental de um objeto

Há marcas de alta-costura que já estão a apostar num modelo de publicidade, que passa pela aposta num modelo audacioso de storytelling em vídeo, num contexto de divertido e descontraído.

Um bom exemplo disso é o novo anúncio da renomeada Chanel, publicado no website da Harpers Bazaar, a mais antiga revista de moda norte-americana.

No vídeo, é explorada a complexidade que uma carteira Chanel, enquanto objeto de culto, para além de um simples acessório de moda, pode trazer ao mundo das relações femininas.

Durante o vídeo, o que aparentemente parece um ato de altruísmo transforma-se num sentimento de desgosto e inveja. Obviamente, uma mulher que oferece a uma amiga uma carteira que custa mais de três milhões de dólares, pode comprar uma para si. No entanto, o culto de um objeto must-have é mais forte do que qualquer racionalidade e ainda que a tenha oferecido, sofre um autêntico desgosto de amor por ela.

Este tipo de publicidade funciona, excecionalmente bem, quando cria uma relação de proximidade e de identificação, mesmo que num alinhamento um pouco absurdo.

Este é um modelo interessante e que funciona na perfeição.