Conteúdo tão bom que lhe chamam “rich media”? Já chegou e ainda há mais a caminho

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Muito se tem falado sobre a quebra de pageviews que tem afetado os media a uma escala mundial. Isto porque nem todos os canais de media produzem conteúdo relevante e o clickbait influencia a visão global das audiências sobre aquilo que querem – e não querem – ver. Mas parece existir um antídoto para esta situação, segundo nos diz a Ad Age e é bastante simples: conteúdo de qualidade.

Bem, talvez seja uma simplificação extrema daquilo que é apelidado de rich media, mas a verdade é que todos os relatórios dão indicação de que tanto o número de pageviews como a permanência dentro dos sites aumenta quando o conteúdo é relevante e diversificado na sua forma. Esta tendência vai aos poucos ganhando forma em terreno, também em Portugal, com alguns projetos interessantes de storytelling que combinam texto, imagem e vídeo para criar uma experiência de media mais emersiva para o público.

No mercado internacional, são notórios os vídeos 360º que o The New York Times publica diariamente, com o cunho distintivo desta potência jornalística, mas com uma abordagem inovadora. Estes vídeos têm vindo a ser utilizados de forma exponencial um pouco por todo o mundo e é fácil perceber o porquê.

A história está lá, e o “leitor” também. Mas o rich media é mais, muito mais.

Não basta ter o equipamento certo e levantar uma câmara no ar, sem pensar no que se mostra. O jornalismo, a comunicação mediática sob as suas várias formas, nunca foi apenas ter a mais recente tecnologia, mas sim saber utilizá-la para contar a história da melhor forma. Mais ou menos da mesma forma como alguém conta um conto infantil: pode ter um jogo de luzes a ofuscar os olhos das crianças, mas se o tom de voz for monocórdico, elas não vão prestar atenção.

O rich media não vale por si só, tem de ser parte integrante de um método de storytelling que cative as audiências. Sabemos que o público já não está tão recetivo a uma mancha de texto de grandes dimensões, e isso fica patente nos recentes estudos da AOL sobre content marketing, onde o engagement tem um aumento de até 822% quando o conteúdo é diversificado em formato vídeo e foto, por exemplo, quando confrontado com um formato tradicional de apenas texto. Um desafio para as redações, que terão de publicar formatos que requerem muito tempo de produção, mas ao que parece, podemos contar com a ajuda da inteligência artificial para acelerar o processo.

Com tudo isto, é expectável que as marcas gastem mais de 20 biliões de dólares em rich media este ano.

Mas é importante que no meio de todo este investimento, não seja dada primazia apenas à forma, esquecendo o conteúdo. No meio do jogo de luzes, é preciso ter uma boa história para contar.