Manter os assuntos dentro de portas é tendência estratégica das marcas britânicas (e não só)

São cada vez mais as empresas e marcas britânicas a desenvolver as suas estratégias de publicidade e marketing de forma interna. Quem o diz é a Marketing Week, citando um estudo da autoria do Incorporated Society of British Advertisers e das agências de análise OLIVER e Future Thinking.

Este estudo comprova a tendência constatada nos últimos quatro anos nos EUA, a qual se tem vindo a fazer sentir também em terras de Sua Majestade. Para muitas marcas, é uma opção baseada na necessidade de diminuir os custos com agenciamento (cerca de 68% das empresas inquiridas), mas para uma grande percentagem é um esforço para tornar mais transparentes as operações da sua empresa e aumentar o fluxo de trabalho entre equipas.

Existem, naturalmente, certas tarefas que continuam a ser desenvolvidas através de agências intermediárias, tais como compra de espaço publicitário, mas até o programmatic está a ser dirigido para departamentos internos.

A longo prazo, de acordo com o estudo do ISBA, esta tendência vai acentuar-se e espalhar-se aos procedimentos restantes, desde ativações até à implementação de campanhas digitais.

Por muito que os custos sejam um dos fatores predominantes, ainda assim são sublinhados dois fatores neste estudo que merecem reflexão: por um lado, a confidencialidade associada a mercados altamente competitivos, que leva a que as empresas se virem para dentro de si próprias. Por outro, o tempo de turnaround de alguns projetos preocupa as empresas, que nem sempre conseguem agilizar as campanhas nos prazos desejados.