2017 ainda tem coisas para ensinar ao setor de vendas a retalho e estas são as prioridades

O Natal do ano passado foi esclarecedor para os retalhistas no Reino Unido: 41% de toda a faturação nesse período originou em transações feitas em smartphones, um dado proeminente num relatório recentemente publicado pela Econsultancy.

Entre muitos gráficos com dados de mercado, este relatório deixa bem clara a tendência para a adoção do mobile como plataforma preferida pelos consumidores e, como tal, fica também expressa a necessidade dos retalhistas em adotar o mobile first como ponto de contacto com os seus clientes.

De forma sintetizada, este relatório identifica 4 prioridades que devem ser levadas em conta:

Lutar para se tornar digital-first

São cada vez mais os retalhistas que indicam que uma forte campanha digital deve complementar as campanhas offline. Ainda que em termos percentuais os retalhistas não tenham o mesmo peso no online que outros setores (como os media ou o jogo), esta tendência é indicativa de uma mudança no setor, que provavelmente impactará os próprios métodos de compra e venda de produtos.

A personalização e o targeting são essenciais

A personalização da comunicação possibilita uma experiência mais autêntica e memorável para os consumidores, especialmente neste setor, aumentando as hipóteses de repetição das compras e fomentando a lealdade à marca.

Entender os utilizadores mobile

Quando estamos a falar de lucros na ordem dos 133 biliões de libras, apenas no Reino Unido, podemos dizer com alguma segurança que o mercado da venda a retalho tem de ser bem estudado, para maximizar o impacto de uma estratégia. No que diz respeito ao mobile, isso significa entender que o mobile não é uma frente isolada na “guerra” pela atenção dos consumidores, mas sim uma parte integrante da estratégia global. Deve ser estudada a viagem do consumidor, do princípio ao fim, e perceber de que forma o mobile se integra nessa viagem e como pode melhorá-la.

 

Realidade Aumentada e Realidade Virtual vão dar o salto

A maioria dos retalhistas considera uma experiência de consumo divertida e diferenciadora muito mais importante do que oferecer um serviço de apoio ao cliente ou produtos de qualidade (sim, é verdade!). Não é, por isso, de estranhar, que ferramentas como a VR e AR estejam a crescer, sejam elas postas em prática sob a forma de um provador de roupa interativo ou de um chatbot de assistência online. Mais do que nunca, a tecnologia está a ser utilizada como forma de reforçar os laços entre as marcas e os consumidores e é expectável que o ritmo desta implementação tecnológica seja alucinante nos próximos três anos. O melhor é começar já.