Marcas prejudicadas por anúncios colocados junto de conteúdo inapropriado

Aproximadamente três quartos de consumidores britânicos sentem-se desencorajados de comprar produtos a marcas cujos anúncios online surgem junto de conteúdos inapropriados. Segundo um artigo da Digital Marketing Magazine, esta é a conclusão de um estudo da Broadband Genie.

De facto, de acordo com o mesmo estudo, 50 por cento dos consumidores culpam a própria companhia por ter um anúncio agregado a este tipo de conteúdos, sendo que a responsabilidade é de um conjunto de algoritmos onde a possibilidade de surgir ao lado destes conteúdos não foi contemplada. Recentemente, marcas como a Marks & Spencer ou a Audi retiraram os seus anúncios online este ano por terem aparecido junto com conteúdo extremista no YouTube.

Contudo, o que os consumidores definem como “inapropriado” varia – para 70 por cento dos inquiridos, é conteúdo sexualmente explícito, enquanto para 69 por cento é o racismo, para 66 por cento a violência, e para 65 por cento o extremismo.

O estudo concluiu ainda que, ao descobrir que figuram junto de conteúdo inapropriado, as marcas retiram os anúncios tão depressa como os publicaram, e passam a apostar mais em medidas contra os perigos dos automatismos. Recentemente, a Google também garantiu estar a trabalhar em formas de impedir estas situações.