A simbiose entre online e offline e os resultados positivos perante o mercado emergente do turismo asiático

A China é um dos países em fase de maior crescimento económico e isso faz-se sentir no turismo, especialmente no fluxo de viajantes provenientes desse país. Numa recente entrevista ao eMarketer, Dirk Eschenbacher referiu alguns aspetos estratégicos a ter em conta na comunicação e marketing junto deste público tão específico.

Eschenbacher é fundador e creative officer da Zanadu, um serviço que oferece experiências turísticas de luxo para turistas oriundos da China. A Zanadu destaca-se por ter, a par do seu serviço de viagens, um canal de comunicação que visa informar este público, porque ele é, na verdade, um público muito jovem. Por isso mesmo, a Zanadu aposta com força em conteúdos editoriais, com destaque para o vídeo e para uma revista impressa.

Sim, ainda existe espaço para o offline no marketing de turismo, mas ao mesmo tempo ele convive com uma loja numa ambiente de realidade virtual, talvez porque, tal como diz o fundador na Zanadu, “o caminho para a compra é particularmente longo no mercado das viagens”.

E nem sempre é um caminho claro. Eschenbacher sublinha que a taxa de conversão não é facilmente mensurável a partir de conteúdos editoriais em formato vídeo, por exemplo, mas que é uma excelente ferramenta para criar abrangência da marca. A conversão a partir da revista, por exemplo, é algo mais facilmente analisado e é na conjugação destas diferentes ferramentas que assenta uma estratégia de sucesso face a um público que está realmente disposto a pagar um serviço dispendioso, mas ao qual nem sempre é fácil atingir com mecânicas tradicionais de marketing.