Sabe aquele micro momento? Pois… então os seus consumidores estão a escapar-lhe.

São as pequenas coisas que, todas juntas, fazem uma grande diferença. Quem o diz são os especialistas do portal Business.com, num artigo sobre como os micro momentos na viagem digital de um consumidor são preponderantes para moldar hábitos de consumo e alterar a perceção de valor sobre produtos, serviços e mesmo sobre as próprias marcas.

O marketing digital evoluiu de forma muito rápida na última década, e mesmo agora, que entramos na segunda metade de 2017, estamos perante nova evolução. Já não basta estar presente, ter um site, avaliar os cliques e as impressões.

Os consumidores estão a viver o momento – mais especificamente os micro momentos.

O artigo dá como exemplo um homem, com cerca de 30 anos de idade, mas com uma preocupação crescente sobre a sua calvície em fase de desenvolvimento. Faz uma pesquisa num motor de pesquisa e o que se segue são micro momentos: o primeiro clique é num website mal construído de um cirurgião capilar da sua região, o segundo clique é num fórum de debate sobre o assunto, o terceiro numa página institucional sobre saúde e o quarto no website de um outro cirurgião, desta vez bem desenvolvido.

Esses cliques são micro momentos aos quais este sujeito reage de forma positiva, negativa ou neutra, de acordo com algumas variáveis. Manchas de texto muito densas, informação pouco credível, linguagem demasiado técnica, etc. O micro momento decisivo é aquele em que a mancha de texto é ajustada à sua capacidade de retenção de informação, o design é apelativo, a linguagem é simples e a fonte é credível. Melhor ainda, este micro momento acaba com um formulário de contacto que o nosso sujeito preenche de boa vontade, porque a experiência foi de encontro às suas melhores expectativas.

A criação de experiências positivas online é então chave para dominar os micro momentos e criar uma relação entre a marca e o consumidor.

E embora a adaptação a esta estratégia seja simples, nem sempre será fácil. Requer conhecer bem a própria internet, que não é apenas uma plataforma estanque. Desktop e mobile têm especificidades próprias, a qualidade do conteúdo sobrepõe-se ao volume de conteúdo, e não faz construir uma página apenas para ter uma boa prestação de SEO.

Para as empresas – para quem quer que seja que venda algo – é cada vez mais importante focar-se no valor da experiência e não na venda. Os sites de “velha guarda” que pensam que o negócio se faz apenas no momento da transação estão condenados a falhar por uma simples razão. Os consumidores não gostam que lhes vendam algo, mas adoram ir às compras. O segredo está nesse “ir”, na experiência, nesse micro momento.