O futuro chega a um preço que vai deixá-lo de boca aberta: 10 cêntimos

Muito se fala sobre a Internet of Things (IoT) e da forma como irá alterar o nosso futuro. Mas a forma como isso será feito (e especialmente a rapidez com que essa mudança chegará) vai depender do custo dos sensores, segundo nos indica um artigo do site Econsultancy.

Sensores de quê? Bem sensores de tudo. A IoT pressupõe a interconectividade de todos os aparelhos numa rede gigantesca, quer estejamos a falar de ambientes industriais, empresariais ou pessoais. Ora, essa interconectividade implica muitos sensores, para medir tudo, desde localização, a temperatura, altitude, qualidade do ar, entre muitas outras variáveis.

 

O preço desses sensores tem vindo a cair desde 2014, altura em que a Goldman Sachs fez um estudo e avaliou que a esta altura o valor de produção dos sensores se encontraria numa média de 50 cêntimos de dólar, face ao 1,30 dólares que custava na altura. Bem, estavam errados, tendo em conta que os avanços tecnológicos permitem, no preciso momento em que lê estas palavras, que um sensor de tarefa básica seja produzido por uns meros 10 cêntimos de dólar.

O que isto significa é que a revolução da IoT vai chegar mais cedo do que se esperava, com repercussões (ou vantagens, dependendo do ponto de vista) para a maneira como as empresas e marcas se relacionam com os consumidores.

E, para além da proliferação dos sensores baratos, outro fator que vai mudar esta relação marcas/consumidores é a forma que esses sensores podem ganhar: podem ser dobrados e até impressos, por isso podemos esperar por aparelhos eletrónicos sob a forma de papel muito em breve, e até os soutiens vão estar ligados à rede!

Agora, o que importa reter é que, seja qual for a forma que os aparelhos/sensores/interfaces adquiram, a lógica do IoT tem de ser de benefício quer para os consumidores como para as empresas. Ou seja, não se pode simplesmente começar a distribuir gadgets engraçados que não têm utilidade para ninguém.

Para as marcas, avizinha-se um período muito rápido e brusco de adaptação, especialmente no que diz respeito à migração para sistemas baseados na cloud, em que a capacidade de proteção dos dados e a resposta a nova legislação vão ser essenciais.

Já do ponto de vista do consumidor, o ecossistema de consumo com base na IoT tem de oferecer ao consumidor alguns, se não todos, destes pontos:

  • Tempo – remover tarefas mundanas que consomem tempo, como fazer listas e guardar um registo de itens a comprar/repor em casa .
  • Conveniência – a vida tem de ser mais fácil. Não pode ser o consumidor a esperar em filas, têm de ser as empresas e serviços a ficar na fila de espera de cada consumidor.
  • Controlo – O consumidor deve ter sempre o controlo de acesso e saída dos serviços. A informação deve estar protegida e é o consumidor que dá autorização para que ela seja usada para seu benefício, pelas marcas.
  • Personalização – Mas da real, algo que seja único para cada consumidor. A marca terá uma gaveta de tempo do consumidor e em troca, o produto tem de ser tailor made