“Os marketers pensam que são os donos da marca. Não são. Os donos da marca são os consumidores”

 

Uma frase poderosa que resulta de um painel de discussão organizado pela Campaign, cuja pergunta essencial que deveria ser respondida foi “Pode a autenticidade ser fabricada?”

Neste painel estavam reunidos alguns dos nomes mais sonantes do marketing e publicidade: Ed Couchman, diretor de parcerias com agências do Facebook; Jose de Cabo, co-fundador da Olapic, uma plataforma de comércio e marketing; Michele Oliver, vice-presidente de marketing da Mars UK; e Bridget Angear, Chief Strategy Officer da AMV BBDO.

Coube a estes especialistas falar sobre algo que é, à partida, uma contradição. Se algo é autêntico, não terá sido fabricado e essa é a lógica que, teoricamente, deve ser aplicada às relações entre as marcas e os consumidores. Mas a verdade é que, segundo argumenta Michele Oliver esta relação deve funcionar como “um website de encontros amorosos: vai ser preciso conhecer algumas pessoas e vai ser preciso um empurrão para partir à descoberta. Mas depois de se encontrar alguém, é preciso que exista uma magia não fabricada para que a relação seja sustentável.”

“Não se consegue fabricar totalmente a autenticidade, mas é possível colocá-la no caminho certo.”

E uma boa parte desse “empurrão”, para Jose de Cabo, é bastante simples. Basta ouvir. “Existem tantos consumidores que, perceber do que é que eles falam nas diversas plataformas sociais, se pode arranjar dicas sobre essa posição autêntica e simplesmente amplificá-la. Olhem para a vossa comunidade, oiçam as vozes que estão a ecoar com a vossa marca e comecem a conversação nesse sentido.” É deste especialista a afirmação no título deste artigo, que serve para explicar que as marcas, se ambicionam esta autenticidade, têm de estar disponíveis para arriscar e falhar.

Pode ver no final deste artigo um breve vídeo com alguns dos insights de cada especialista, mas há uma ideia que encerra esta discussão de forma bastante produtiva: uma marca é uma promessa constante para com os seus consumidores. Se a sua estratégia for de cumprimento constante dessa promessa, então pode deixá-la sair para o mundo, com a certeza de que, por muito que às vezes possam existir revezes, ela nunca será ignorada.