“Não tenho a certeza de que os consumidores queiram as coisas a um nível tão pessoal” diz o prodígio do marketing Mark Read  

(C) Campaign

Numa entrevista recente à Campaign, Mark Read deu grandes indicações do rumo que pretende dar ao seu trabalho à frente da agência Wunderman, no seguimento de uma carreira já extensa e cheia de objetivos alcançados.

“Inspiramos as pessoas a agir. Uma boa parte do sucesso que temos tido passa por ajudarmos os clientes a entender a experiência do consumidor – tanto online como offline”, sublinha Read.

Desde que assumiu os comandos da agência, Read quis que o seu posicionamento mudasse, tornando o seu modelo de negócio inspirado pelo data, mais do que conduzido por ele.

Tem de ser a criatividade a ditar o rumo do negócio, que terá idealmente como destino um marketing personalizado mas não direto, que “leve a mensagem certa no momento certo”, apoiado pelo conhecimento das pessoas, do data e do targeting.

Mas sem cair em exageros, porque como o próprio Mark Read afirma “ não tenho a certeza de que os consumidores queiram as coisas a um nível tão pessoal”, que é como quem diz, se soubermos tudo sobre o consumidor, ele irá certamente retrair-se, em vez de valorizar o conhecimento certo que as agências têm.

São palavras a ter em grande consideração, tendo em conta que a Wunderman conquistou 75 milhões de dólares em new business, apenas no ano passado. E essa captação de negócio passa por saber encontrar os canais certos para as marcas, pensar no todo: “Costumava ser mais importante a grande ideia que estava expressa num anúncio sobre a marca. Mas agora acredito que o importante é o trabalho que levamos a cabo para que o que sobressaia seja a experiência de consumidor, mais do que essa grande ideia num filme promocional.”