Magnus Linklater: «Content automático não vale a pena»

Há uma nuvem negra a pairar no mercado em geral e a assombrar o marketing em particular.

A ameaça da Inteligência Artificial tem intensificado nos últimos anos. Temos medo que os robôs roubem os nossos empregos, especialmente quem trabalha em fábricas ou executa tarefas repetitivas.

De acordo com um artigo do Marketing Tech News, um estudo da BBC, em parceria com a Deloitte, o gabinete nacional britânico de estatísticas e a Universidade Oxford indica que muitos empregos estão destinados à automação, como call centers e testers, por exemplo.

Na área do marketing, não há razão para preocupação: em princípio, um robô não será capaz de imitar a criatividade e o pensamento estratégico de um humano. Por outro lado, os content writers poderão estar em perigo, já que há muitos programas de escrita automática em desenvolvimento.

Mas tal como a capacidade de planeamento de um marketeer não pode ser transcrita em código binário e programada, também a criatividade de um content writer é única e intransmissível.

Magnus Linklater, CEO da Bespoke Digital, uma agência britânica de content marketing, afirma “como empresário, consigo ver o interesse de content automático; poupa tempo e dinheiro. Ainda assim, apesar de alguns automatismos terem permitido grandes avanços ao nível do e-mail marketing e planeamento em social media, não consigo imaginar a capacidade escrita de um robô a equiparar-se à de um humano”.

Linklater descarta assim a possibilidade de termos um dia robôs a escrever textos criativos e relevantes – pelo que esta profissão estará, por agora, a salvo.